Atualização
 
 
 
Menu
   


 
Entrevista Sobre Voz: Rádio Mundial - 92,5FM - Programa Talento para ser Feliz

Entrevista Sobre Voz


Rádio Mundial - 92,5FM -
Programa Talento para ser Feliz

Entrevistada - Ana Elisa Moreira Ferreira - Fonoaudióloga e Diretora da UNIVOZ

Entrevistadora - Leila Navarro
Data - 18/05/2004
Texto em linguagem conversacional - transcrição na íntegra

"Quando eu soltar minha voz, por favor, entenda é apenas o meu jeito de dizer o que é amar." (música Gonzaguinha)

Leila - É, "quando eu soltar a minha voz", é lindo e a Maria fica emocionada, ela até está cantando junto, porque é uma delicia, é o Gonzaguinha, né?

Ana - É do Gonzaguinha essa voz. E essa música é linda. Mostra tudo que nós expressamos através da voz. "Quando eu soltar a minha voz", precisamos soltar a voz, passar emoção, passar vida. E ela transmite muito isso tudo.

Leila - E quem é esta pessoa linda e maravilhosa que está falando? É a Ana Elisa Moreira Ferreira que está aqui hoje neste programa com a gente. "Talento para ser feliz", pela sua rádio Mundial com Leila Navarro. Gente você é uma gracinha, não?.

Ana - Obrigada Leila e é um prazer estar aqui com você e seus ouvintes.

Leila - Nossa, eu te conheci numa palestra, você dando uma palestra eu fiquei encantada com sua habilidade tanto de usar seu instrumento, a voz. Mas que a voz tem um coração, a voz tem emoção, a voz sem um cérebro pensante, ela não é nada.

Ana - Não Leila, não é mesmo. A voz ela pode ser vista como um som. Um som que sai do meu organismo, produzido pelas pregas vocais. Mas se ela não tiver emoção, sua alma, seu coração, se você não estiver com bom humor, com vontade de falar, ela vai sair muchinha, vai sair fraca e você não vai passar exatamente aquilo que você gostaria: sua expressividade, seu estado de humor. A voz encanta, aproxima as pessoas e precisamos saber usar a voz como este instrumento de encantamento.

Leila - E você, como e quando você se encantou pela voz? Como você foi procurar fonoaudiologia? Porque eu quando eu fui ser fisioterapeuta, que eu sou fisioterapeuta de formação, isso há trinta anos atrás, a fisioterapia estava começando, como a fono, como a terapia ocupacional. Eram cursos que, naquela época, trinta anos atrás, estavam começando e conforme íamos fazendo o curso, entendíamos melhor o que era. Então eu acho que muitas pessoas quando entram na fonoaudiologia não sabem a amplitude do que é este trabalho que uma fonoaudióloga pode fazer. E que hoje cada vez está crescendo mais.

 Ana - Com certeza. A fonoaudiologia é um campo muito vasto e eu fui também descobrindo as poucos. Aos 16 anos eu descobri que quando a minha mãe estava grávida de mim , meu pai havia dado para ela um livro do Dr. Pedro Bloch. Dr. Pedro Bloch, que infelizmente faleceu tem pouco tempo. E esse livro era "Seu filho fala bem". Eu li o livro e me encantei pelas questões da comunicação e fui fazer fonoaudiologia. Durante o curso eu era muito tímida, muito fechada e eu fui descobrindo que precisava trabalhar também a minha voz, minha comunicação. Fui estudando, me aperfeiçoando e hoje tenho uma certa habilidade para conversar um pouco sobre voz...

Leila - Isso que é uma delicia. Tudo começa na gente. E quando você quer se descobrir, você quer se conhecer, você quer poder usar o seu instrumento e ensina o outro. Como é lindo. A gente acha que já nasceu com a voz, pode não saber falar, mais a voz já nasce com a gente. E que está tudo bem como é que ..... que dia foi o dia ...16?

Ana - Dia 16 de abril, dia mundial da voz. Comemoramos este ano o segundo dia mundial e já é o quinto ano que comemorado no Brasil. O ano passado esta data foi reconhecida mundialmente como o dia da voz: um dia que você precisa olhar um pouco pela sua voz, cuidar mais dela.

Leila - Mas as pessoas nem sabiam que tinham que cuidar da voz e olhar um pouco pela sua voz vamos falar um pouquinho Ana Elisa pra quem está ouvindo a gente. Para todo mundo que usa a voz. Por que não precisa ser professor pra usar a voz, não precisa ser vendendo para usar a voz, não precisa ser locutor, nem cantor e nem palestrante para usar a voz. O que é olhar sua voz?

Ana - Nós precisamos observar que a voz está presente nas nossas relações sociais e profissionais. Mas a minha voz está também presente quando eu lido com o meu marido, lido com meu filho, amigos. Cada voz vai gerar um impacto diferente nessa interação entre as pessoas e se eu domino a voz, e domino o uso da voz, ela gera uma atitude, uma impressão nas pessoas e, com certeza, teremos uma comunicação bem melhor. Um exemplo disso, você não vai pedir nunca para seu namorado "Vamos ao cinema hoje" (imita uma voz forte e grossa). A gente tem a tendência de falar mais doce, mais suave nessa situação. Mas, se você vai dar uma ordem, aí sim você usa este tipo de melodia vocal. E as pessoas precisam ter esse domínio para que possam se relacionar melhor, possam passar pela voz aquilo que elas pensam, aquilo que elas sentem e acreditam. Quantas vezes nós somos mal interpretados exatamente pelo uso errado da voz! Nas famílias eu noto muito isso. Quando faço consultoria, as pessoas reclamam: "Nossa, eu chego em casa e a minha esposa sempre acha que eu estou brigando, mais eu não estou brigando, este é meu jeito de falar" (imita uma voz forte e autoritária). Mas com este tom de voz, com este volume, com esta velocidade a sensação que você passa é exatamente de um estado emocional nervoso, agitado!!! Então você precisa conhecer este seu instrumento e saber que qualquer flutuação que você ofereça à sua voz você vai gerar impactos nas pessoas, positivos ou negativos. E nada melhor que a gente faça tudo isso de forma consciente e gerando sempre o melhor impacto possível.

Leila - Então Ana Elisa, a gente vai procurar um oftalmologista quando a gente percebe que não estamos conseguindo enxergar direito, ou está embaçado quando você dirige ou quando você vai ler alguma coisa de longe ou de perto. Quando eu tenho que procurar um auxílio para a minha voz? Por exemplo, eu sei que eu vou procurar um fisioterapeuta com uma dor na coluna ou se estou com pouca flexibilidade eu sei que vou buscar este tipo de ajuda. Ma, e para a voz? As pessoas acham que se ela fala rouco, tem pigarro, se fala rápido demais, se a pessoa gagueja um pouquinho, imaginam isto é natural. Qual o sintoma? Quando eu tenho que procurar alguém para cuidar da minha voz?

Ana - Leila, tem situações onde a busca pelo profissional é importante. A primeira situação é quando você sente que a voz está rouca, fraca, falha e tem estes sintomas que você citou: tem muito pigarro, ressecamento da garganta, a voz no final do dia fica cansada, sente dor quando fala, sensações de aperto e de incômodo. Estes sinais estão mostrando que seu aparelho fonador, os órgãos que produzem a voz, podem já estar cansados ou apresentando algum problema orgânico. Aí é um dos motivos pra você buscar um fonoaudiólogo e um otorrino. O fonoaudiólogo vai fazer uma avaliação da sua qualidade vocal e a relação com o modo como você usa a voz, e o médico otorrino vai ver suas pregas vocais e se nelas estão instaladas alguma alterações, lesão ou qual a causa desses sintomas. Agora, existe um outro momento importantíssimo para a busca de um fonoaudiólogo que são para os profissionais da voz. Então se eu sou palestrante, se eu falo muito no meu trabalho, se eu sou operador de telemarketing, se sou executivo e preciso, na minha empresa, de um domínio da minha voz, então, sem que eu tenha nenhum sintoma de alteração vocal, eu posso buscar um fonoaudiólogo para que ele me dê assessoria dentro da estética vocal...

Leila - E até preventiva?

Ana - Isso, preventivo. E a gente faz pouca prevenção. Nós não somos um país de cultura prevencionista e a prevenção é a melhor negócio. Você previne alterações e incômodo. E estas sensações que você citou elas são sensações que trazem muito incômodo na hora de falar. Eu atendo muitos profissionais que chegam e dizem "Hoje eu não tive vontade de fazer reunião, hoje eu não tive vontade de dar minha palestra, por causa da voz." É comum o professor falar que se cansou, que está perdendo a vontade de dar aula por conta destes sintomas vocais que atrapalham muito.

Leila - Me diz uma coisa Ana, vamos aqui viajar um pouco na maionese, Se a agente fosse pensar numa época ideal ...eu tenho filhos adolescentes, filho recém formandos em universidades...uma época ideal para as pessoas tomarem conhecimento da força da voz, de como ela pode usar a voz para impressionar ou para ter melhores resultados nos negócios, qual seria a idade ideal? Na adolescência ou seria interessante na fase da universidade? ... até por que ajudaria ficar a mais desinibido Você mesma contou que você era muito inibida. Já pensou se as universidades pudessem ter uma cadeira que ensinasse essas habilidades?! Você sai da universidade vai fazer uma entrevista falando pra dentro, ou não consegue nem falar, ou tem uma vozinha engraçada...as vezes você é uma pessoa muito poderosa mais tem uma voz que não combina com seu porte. Qual seria a fase para poder dar esta informação? Vamos supor que eu queira uma informação individual e na universidade a gente pudesse dar isso para os alunos. Será que isso que eu estou pensando é uma coisa adequada?

Ana - Com certeza, Leila. Preparando o individuo para a comunicação, você o prepara para o mercado de trabalho. Então as universidades poderiam, sim, ter uma matéria onde tratasse da comunicação, e a voz seria um dos assuntos. As pessoas aprenderiam a lidar melhor com sua voz, independente da sua profissão, mas para o mercado de trabalho. E mesmo porque a voz a gente leva casa. Agora, até mesmo na infância precisamos passar...

Leila - Talvez se os professores começassem a lidar mais com suas vozes, eles passariam isso. Por que é natural: se você tem uma boa postura o aluno percebe esta postura. E você estava falando de postura da voz, a voz também tem uma postura? Por que fisioterapeuta fala de postura corporal.

Ana - Tem, e para cada idade, situação, profissão tem postura diferente. Nós escrevemos um livro de orientação para criança...

Leila - Como chama o livro?

Ana - "Higiene vocal infantil" é para que a criança possa ter mais familiaridade com a voz e suas mudanças. Quando chega na adolescência sua voz também muda: os rapazes ficam com a voz que sobe e desce, e ai na fase adulta tem uma voz que é diferente para homens e mulheres. Além disso, eu preciso ter esta postura vocal, que seria a expressividade, condizente com cada ambiente de trabalho, com cada relação já que ela se faz na interação social. Então, se eu vou para uma reunião é importante que eu tenha uma voz que manifeste aquilo que eu penso naquele momento. Se eu tiver uma voz fraca, baixa ninguém vai levar a sério minha opinião. Por outro lado, se eu vou para a mesma reunião com voz extremamente forte e volume excessivo, vão achar que eu imponho minhas idéias. Deve-se usar essa expressividade vocal de acordo com a relação na qual você se encontra, o ambiente (se é social, se é no trabalho) e que efeito você quer gerar. E tem uma postura mais correta até por questão de saúde também.

Leila - E esse tipo ... para a gente aprender é uma coisa individual ou é uma coisa feita em equipe?
Ana - Tem a duas formas de trabalhar.

Leila - Então pode ser feita na própria empresa, como pode ser uma busca individual eu ir e fazer um trabalho terapêutico?

Ana - Exatamente. A consultoria para o Marketing da Comunicação Profissional, onde a voz é um dos veículos mais importantes deste marketing, você pode trabalhar individualmente vendo a necessidade desta pessoa. Analisa-se onde ela usa a sua voz: é em aula, numa sala de aula pequena ou grande, se ela tem uma amplificação, um microfone. Se é um executivo e precisa fazer apresentações para outras empresas, em feiras, então analisa-se a situação de uso vocal. Vamos trabalhar com esta pessoa dentro deste uso, orientando-a individualmente. A outra situação é alguém que busca um trabalho mais amplo num treinamento tanto dentro como fora das empresas. As vezes as empresas querem melhorar o perfil comunicativo de seus operadores de telemarketing, dos seus vendedores, dos seus representantes ou até mesmo executivos. In company ou em cursos abertos.

Leila - Uma coisa que me impressionou quando eu vi sua palestra, por que eu achava que o timbre da voz de uma pessoa...eu não sei se este é um termo adequado para chamar se a pessoa tem uma vozinha... este timbre era uma coisa que era como o olho dela: se o olho é verde não muda. Achei que este timbre não podia mudar. As vezes a pessoa tem um timbre irritante, aquele que a gente diz "ii, lá vem ela", e a gente já está apertando o olho e ouvindo aquela voz chata. E a pessoa, é uma pessoa legal mas com aquela voz...!? Então este timbre, eu gostaria que você pudesse até dar uns exemplos. As vezes a pessoa tem uma voz chata e nunca imaginou que pode mudar, e nem fala por que tem vergonha e a pessoa tem receio e não sabe que esta voz pode ser mudada.

Ana - Existem algumas coisas na voz que são inerentes a anatomia da pessoa. Então existem características que não dá pra mudar. Mas não é tudo. Por exemplo, eu dava assessoria vocal para um rapaz que tinha muita vergonha de sua voz (imita uma voz muito nasal) por que ela era assim nasal, um pouco para trás e quando falava forte, essa voz incomodava. Com treinamento ele passou a tirar esta voz do nariz a jogar um pouco na boca. E isso é possível.

Leila - Gente eu acho isso genial, por que ela brinca com a voz de um jeito que é uma coisa genial. E sotaque muito carregado? A vezes, dependendo da empresa que você está tem que tirar este sotaque muito carregado.

Ana - Com certeza. Existem algumas empresa, por conta da região que atuam, alguns bancos, por exemplo, não gostam de ter pessoas com esse regionalismos no atendimento. Isso regionaliza muito a empresa. Então dá pra trabalhar. Do mesmo jeito que eu posso fazer esse sotaque (fala com regionalismo do nordeste), alguém que vem do nordeste também posso minimizá-lo. Agora, é importante ressaltar que o regionalismo é uma coisa linda que tem mostra a nossa cultura. Só tem que se adequar ao critério da empresa e para que se destina aquela comunicação.

Leila - Depois tem uma coisa interessante, eu tive uma experiência interessante. Eu me dediquei muito ao estudo do inglês e talvez até me dediquei por que tenho uma certa dificuldade. Dizem que pessoas que falam muito escutam pouco e eu acho que o inglês é uma língua muito auditiva e eu tenho uma dificuldade, às vezes, de pronunciar certas palavras. Eu escuto mais não pronuncio o que eu escuto. Eu penso que sai igual, mais não sai igual. E uma época, foi muito interessante por que eu estava no Estados Unidos e troquei trabalho com uma fonoaudióloga. E essa fonoaudióloga me dava aula de inglês mais para ensinar, fazer exercícios para eu poder aprender a escutar. Gente, foi uma época fantástica foi a época que eu mais percebi este aparelho e as dificuldades por que aqui tem um monte de música, tem um monte coisa e as vezes você não sabe como usar na verdade.

Ana - É muito complexa, a nossa fala. Ela envolve uma série de músculos coordenando como eu articulo, como eu produzo cada som junto com a voz. E para aprender uma língua estrangeira isso é mais difícil. Ainda mais por que os sons são diferentes, os tempos, as pausas, a entonação é bem diferente...

Leila - É você sabe que eu tenho indo para o Japão. E os brasileiros que não tem sotaque nenhum, que falavam português como a gente, quando chegam no Japão e começam a conviver com um monte de japonês, falam português com aquele sotaque japonês que parece que a pessoa não nasceu no Brasil. É muito engraçado porque a musculatura fica totalmente alterada.

Ana - É. O bom da nossa comunicação é que ela muito plástica, ela é maleável. Eu vou para o nordeste, fico 15 dias lá e volto falando com o regionalismo do nordeste. Vou para o Rio de Janeiro e volto falando "porta", "carta" como os cariocas. Isso mostra a nossa capacidade, maleabilidade de aprender, aprender novos sons. Agora, lógico que o regionalismo e o sotaque se relacionam com a base da minha comunicação e é muito difícil tirar. Então o sotaque continua mesmo quando mudo para outro pais por que é aprendido na minha infância, é muito enraizado no cérebro, ficando difícil eliminar. Mas muitas coisa a gente consegue aprender. E, com o trabalho fonoaudiológico pode conseguir reduzir ou colocar sotaque ou regionalismo.Inclusive, existe o trabalho fonoaudiológico com atores que precisam fazer um determinado papel no teatro ou na televisão, e precisam de um determinado sotaque. Então há um apoio como esse que você comentou da fonoaudióloga americana.

Leila - Eu achei fantástico. Ai me veio uma consciência maior deste trabalho maravilhoso que é o da fonoaudiologia. As vezes a gente não tem esta noção e não sabe onde procurar ou não sabe nem o que fazer. Vai convivendo com alguma coisa errada achando que não tem solução. Sabe aquela coisa "é assim mesmo, eu nasci assim, e é assim mesmo".

Ana - É síndrome de Gabriela "vou ser sempre assim" como diz na música. E não é assim porque podemos modificar muita coisa. Aquilo que não é anatômico, orgânico, diz respeito a minha emoção, ao psicológico ou social ou aos ajustes que faço para falar, eu posso modificar.

Leila - A gente pode passar alguma dica aqui Ana Elisa?. Eu acho interessaste por que eu também comecei a fazer fono. E eu achei interessante que eu não tinha consciência disso por exemplo: antes de você ir falar numa apresentação, não tomar gelado; eu não tomo nem fora da apresentação. Eu não tinha esta consciência e achava mesmo que tomar gelado e falar não tem nenhuma coisa com a outra, que tem comer chocolate antes de falar, o que tem a ver? Vai me dar alguma coisa? Então eu queria que você desse umas dicas para pessoas que usam a voz, como algumas coisas simples como essa, que as vezes as pessoas nem pensam que a água gelada é uma coisa inadequada para a voz.

Ana - Tem uma série de hábitos positivos para nossa voz principalmente se você vai falar em público, vai dar aula: ter sempre uma boa noite de sono por que quando estamos cansados a voz reflete este cansaço e passa esta sensação de fadiga e falta de ânimo; nunca beber gelado, principalmente durante a sua palestra ou a sua aula; evitar comer chocolate ou tomar leite no momento anterior a sua palestra por que eles deixam a secreção, a saliva, um pouco mais viscosa, um pouco mais pegajosa e ai dá a aquela sensação ruim de pigarrear, vontade de limpar a garganta e o problema é que esse pigarro machuca as pregas vocais. Então, uma outra orientação importante é evitar o pigarro e o mais importante de tudo, é hidratar bastante, beber água durante a sua apresentação, principalmente por que os ambiente de trabalho hoje em dia têm ar condicionado, desidratando e ressecando ainda mais as pregas vocais. Beber bastante água. E sempre Leila, sempre ter a sua voz natural, mantê-la natural sem esforço, não elevando o volume de voz, relaxar...nada melhor como respirar manter e o corpo solto, por que uma postura tensa de pescoço, de ombro, traz tensão também para a sua voz. E ir feliz para sua palestra, aula ou reunião. Se você está bem, se você está com ânimo, com vontade de fazer, a sua voz vai refletir isso. Se não estamos bem, se estamos deprimidos, se estamos cansados a voz vai, com certeza, demonstrar aquilo que você está sentindo nesse momento.

Leila - As pessoas que trabalham com telemarketing... é um pouco diferente a postura na frente de um público, na frente de uma classe falando é diferente de falar ali. Eu acho...eu não entendo muito desta área, mas acho uma tensão um pouco diferente até sobre postura, enfim...toda dinâmica vamos. Vamos aproveitar para falar um pouquinho se alguém que estiver escutando a gente que trabalha nesta área e as vezes, não tendo os devidos cuidados, trabalhando em uma empresa não está tendo os devidos cuidados, o que a gente pode falar para essa pessoa?

Ana - Olha Leila, no telemarketing, uma das coisas mais gostosas de trabalhar é a voz. Por que assim como nós aqui, nosso ouvinte não está nos vendo, ele não está vendo seu rosto alegre durante a entrevista, não está vendo a nossa expressão facial e corporal descontraída. Mas percebe isso vendo mais sente. Tudo é passado pela voz. 82% da atenção deste nosso ouvinte está sendo mantida pela nossa voz. Então, o operador de telemarketing precisa ter uma voz muito boa, muito agradável, não precisa ser linda, mais agradável e bem cuidada.

Leila - Quando você seleciona, as pessoas percebem isso?

Ana - Hoje em dia todos os processos, ou muitos processos seletivos das empresas têm a participação de um fonoaudiólogo e ele vai analisar esta característica vocal. Tanto a característica vocal focada no perfil da sua empresa, como a saúde da voz. Então, se a sua empresa vai lidar com clientes jovem, mais despojados, a comunicação e a voz do atendente também pode ser desta forma. Se o cliente é mais formal, num banco para atendimento a classe A, lida com executivos, é importante que o seu atendente passe credibilidade, tendo também uma voz um pouco mais formal, uma atitude comunicativa que vá ao encontro da comunicação desse cliente.

Leila - Quem escutou a gente, Ana Elisa, e está interessando, vai querer fazer uma entrevista e por que está começando uma carreira que ele percebe que vai ter que usar mais a voz ou gostaria de deixar a voz mais harmoniosa, equilibrada, como é que ele faz pra entrar em contato com você lá com a Univoz? A Univoz dá este tipo de trabalho? Como é que vocês fazem este trabalho? Em empresas e trabalhos individuais?

Ana - Exatamente Leila, nosso site está à disposição www.univoz.com.br. Nos recebemos também muitas perguntas por e-mail e respondemos todas. Eu, pessoalmente respondo todas que diz respeito a voz. Nosso e-mail é univoz@univoz.com.br e o nosso telefone...

Leila - Qual é? pode falar?

Ana - 33262-2009

Leila - 3262-2009

Ana - Isso. Tanto para trabalhos in company, como a assessoria individual. E nós temos recebido muitas solicitações e perguntas mostrando como o assunto voz, apesar de parecer pouco conhecido ou subestimado, conforme você começou nossa entrevista, desperta o interesse das pessoas.

Leila - Que bom, o mundo está mudando e muito graça a Deus, e as informação oferecidas as pessoas. Por que hoje não tem jeito a gente vê pelas entrevistas que a gente faz aqui que a gente tem que estar sempre melhorando e cuidando de tudo: da nossa postura, da nossa aparência, do nosso intelecto, do nosso coração. É e tem que se apaixonar também. Tudo faz parte e da nossa voz. Sabe que eu tenho uma vontade de aprender a cantar. Falam que qualquer pessoa pode aprender a cantar, acho que eu vou lá na Univoz, vocês ensinam a gente a cantar?

Ana - Ah, estamos à sua disposição Leila e você tem uma voz maravilhosa, forte. É uma voz de poder.

Leila - Obrigada. Obrigada Ana Elisa, obrigada vocês por mais este programa e até semana que vem.



 
Imprimir Matéria
Cadastre-se para receber a nossa NEWSLETTER
Tire suas dúvidas no UNIVOZ on line
 

Av.Bernardino de Campos, 327-cj.63 - Paraíso - SP
(11)3262-2009 - univoz@univoz.com.br